quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SÓ POR HOJE!


Só por HOJE tratarei de viver este meu dia, sem querer resolver o problema da minha vida, todo de uma vez.

Só por HOJE terei o máximo de cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras; não criticarei ninguém, não pretenderei melhor ou disciplinar ninguém senão a mim.

Só por HOJE me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.

Só por HOJE me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que a circunstâncias e adaptem todas aos meus desejos.

Só por HOJE dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

Só por HOJE praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

Só por HOJE farei uma coisa de que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Só por HOJE farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo caso, vou fazê-lo. E me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Só por HOJE ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim. Como se existisse somente eu no mundo ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

Só por HOJE não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade. Durante doze horas de uma dia, posso fazer o bem, o que me desanimaria se pensasse que teria que fazê-lo durante toda a minha vida.

(PAPA JOÃO XXIII - Os dez mandamentos da serenidade)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O SINAL DA CRUZ


(†) Pelo sinal da Santa Cruz, (†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor, (†) dos nossos inimigos, (†) em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.

Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos. Mas que inimigos? Todos aqueles que atentem contra a nossa pessoa, para nos causar tanto males físicos, quanto espirituais.

O Sinal da Cruz, feito antes de iniciarmos as nossas orações, nos predispõe a bem rezar.

† Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja a nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias de hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;

† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor os Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos: que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.

† Dos nossos inimigos: esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos, contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde como o de Jesus.

Texto: Padre Marcelo Rossi

segunda-feira, 25 de julho de 2011

DOM DE CURA


Não somos nós que curamos; é Jesus. Cheio do Espírito Santo, Jesus saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós - que somos membros do Corpo de Cristo; as mãos, os pés do Corpo Místico de Cristo -, levando cura àqueles que dela precisam. Geralmente pensamos que a cura seja uma coisa extraordinária.



Não. Para o povo cristão, a cura que vem por meio de Jesus é algo normal, ordinário. O problema é que a nossa fé foi esfriando. Se o Senhor não tem feito curas, milagres, prodígios e sinais no meio do seu povo, é porque o povo não tem acreditado.

De nada adianta o médico dar um bom remédio ao doente, se depois ele chega em casa e faz o contrário do que foi indicado: não pode beber e beber; não pode fumar e fumar; precisa deitar cedo e ficar até de madrugada fora de casa; não pode fazer esforço e sair por aí praticando esporte; não pode tomar sereno e não somente tomar sereno como até chuva, e se jogar na piscina... É claro que assim não adianta nada o médico ter dado o remédio.

O mesmo ocorre com o Senhor: Ele está querendo curar seu povo, mas seu povo infelizmente é rebelde; faz tudo contra Suas leis e mandamentos; e assim se perde pelos descaminhos da vida. A coisa mais importante para sermos curados pelo Senhor e conservados em plenitude de saúde é andar nos seus caminhos.


Grande parte das nossas doenças são chamadas psicossomáticas; são conseqüência de preocupação, ansiedade, angústia, ressentimento, rancor... Causam problemas de estômago, vesícula, rim, coluna, dor de cabeça, problemas respiratórios, pressão alta, baixa... São conseqüências de nossa vida desviada dos caminhos do Senhor.

O dom da cura e o dom da fé estão ligados. Porque acreditamos, oramos pelas pessoas, como Jesus mandou: “Em qualquer casa onde entrardes, dizei: Paz a esta casa. Se ali houver algum doente, orai por este doente. Recebestes de graça, de graça dai” (...). E o Senhor garante: “E a oração da fé salvará o enfermo. E o Senhor o levantará”.

Jesus não apenas mandou fazer, mas deu o exemplo. Os apóstolos viam Jesus fazendo constantemente isso.
Quando Ele chegou à casa de Pedro, viu que a sogra de Pedro estava doente, com uma febre altíssima. Jesus orou por ela, orou com expectativa, e a cura aconteceu. Era assim constantemente, e os apóstolos aprenderam. Quando foram mandados dois a dois, ao voltarem contaram as maravilhas que o Senhor realizara.

Faça isso: comece a orar pelas pessoas, para que sejam curadas. Não espere juntar uma platéia para começar. Comece em casa. Em geral, é mais fácil começar pelas crianças. Crianças são muito sensíveis, não têm pecado, nem barreiras. A cura acontece muito facilmente nelas. Você vai crescer na fé, orando e vendo a cura se realizar; vai acreditar ao ver que o Senhor cura por meio de nós. O Senhor quer que você acredite nisso. Não é você que vai curar, porque o próprio dom de curar vem do Espírito Santo. É o Espírito que cura; nós somos apenas seus instrumentos.

Então, não tenha receio; comece orando por suas crianças, em casa. Por que não rezar o marido pela mulher e a mulher pelo marido, para serem ambos curados? Dormem juntos; por que não rezar um pelo outro? Não é preciso se envergonhar. O casal deve rezar; e assim, o Senhor fará maravilhas. Quando houver vizinhos doentes, vá visitá-los. Quando as coisas são feitas com simplicidade, funcionam. Ore com simplicidade e expectativa.

Tudo se faz em oração. È a oração que leva à cura. Baseado em S. Paulo, D. João Evangelista Martins Terra explica que “cada cura é um carisma especial”: Jesus, porque ama aquela pessoa, derrama o Seu Espírito sobre ela, dá um carisma especial, para que aquela pessoa seja curada.



Aja de acordo com sua fé. Ela será sempre do tamanho de um grão de mostarda: mas, uma vez que Deus lhe deu a fé, aja de acordo com ela; vá a Jesus, receba de Jesus o carisma e leve-o a quem dele precisa. Faça isso, e assegure à pessoa que estiver doente que o Senhor quer curá-la.

Quando acreditamos, o impossível acontece. Não basta que eu acredite; estou pedindo a Deus que você acredite, que lhe seja concedida a certeza da fé, e que você aja de acordo com a fé, porque para Deus nada é impossível. O Senhor quer hoje que nós, por meio dos dons, dos carismas, sejamos os portadores da cura de Deus.



“Obrigado, Senhor nosso Deus! Muito obrigado por tudo o que o Senhor faz, por tudo que o Senhor realiza. Amém!”

domingo, 12 de junho de 2011

PENTECOSTES E A CONVERSÃO


“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (2Cor 5, 17)


O discípulo de Jesus precisa ter uma visão muito clara do objetivo de sua existência: o desafio de mudar, de se conformar com a imagem de Jesus, o objetivo de ser como Jesus nos seus relacionamentos, no caráter, no serviço, na missão.

Começamos a nossa caminhada com Jesus cheios de alegria e entusiasmo, mas vamos nos decepcionando conosco mesmos, vamos recaindo em erros e fraquezas dos quais já tínhamos nos libertado, vamos perdendo esse ideal de mudança e fica em nós um grande cansaço, um grande desânimo. No entanto, tenho que lhes dizer: sempre que alguém partilha o seu desânimo comigo, o Senhor me faz lembrar desse cântico: “Eis que faço novas todas as coisas, que faço novas todas as coisas. É vida que brota da vida...” Sinto que é como se o próprio Senhor cantasse ao meu coração, para que eu possa dizer isso às pessoas que se confessam desanimadas.

Sim, a vida é Jesus, Ele é a nossa vida e pode nos dar vida nova, pode de uma maneira nova e atual nos ensinar a viver a vida no Espírito, pode restaurar-nos, curar-nos, pode e quer tocar profundamente, radicalmente nas nossas vidas hoje e nos tornar motivados, alegres, cheios de ânimo, cheios do Espírito Santo.


Você quer receber esta graça hoje mesmo? Então peça, feche os olhos se quiser e, dentro do seu coração, fale com Jesus, diga a Ele que você quer renovar a sua pertença a Ele, diga que você O convida mais uma vez a ser o Senhor de sua vida, entregue de novo a sua vida a Ele,diga a Ele que você O ama, vá louvando o Senhor, agradeça a Ele tudo o que Ele já fez por você, tudo o que já mudou na sua vida, peça a Ele para você ser renovado no amor, peça um novo Pentecostes com todos os seus milagres.
Faça isso e você verá um ânimo novo invadir seu coração. É vida que brota da vida. A vida é Jesus, vale a pena segui-Lo e mudar por causa dele.



Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária-geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL
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domingo, 5 de junho de 2011

JEJUM É COLOCAR DEUS EM PRIMEIRO LUGAR

by: Gordon Cove

No início da história da igreja, o jejum era considerado uma das colunas da religião cristã. Quando a igreja tinha poder, o jejum era uma parte essencial da fé.

Jejum não é mera abstinência de alimentos ou de qualquer outro prazer, por si mesma. É abstinência com propósito.

Jejum significa que você chegou a um lugar de desespero espiritual. Significa que está determinado agora a colocar Deus em primeiro lugar a qualquer custo. Há momentos quando devemos virar as costas a tudo no mundo, até mesmo à nossa alimentação, para buscar a face de Deus. Jejum significa que estamos determinados a buscar a face de Deus e a ter respostas para nossas orações. Significa simplesmente que colocamos Deus primeiro, antes de tudo, inclusive do alimento.

Geralmente, jejuar significa abster-se do alimento, mas o mesmo espírito de desespero nos levará a nos abster de outras coisas também. Jejuar é voluntariamente abrir mão de algo que seja inofensivo em si mesmo, para o fim de crescer espiritualmente. Não se aplica necessariamente só ao alimento. Aplica-se a qualquer coisa que o homem natural possa desejar.

Então jejuar significa colocar Deus realmente em primeiro lugar quando se ora, desejar Deus mais do que se deseja comer, mais do que dormir, mais do que ter comunhão com outros, mais do que correr atrás de negócios. Como um cristão pode saber se Deus está em primeiro lugar na sua vida, se em algumas épocas ele não deixa todas as outras obrigações e prazeres para se separar inteiramente para buscar a face de Deus?

EXPRESSÃO DE TRISTEZA

O jejum também é uma expressão de tristeza. Isto é, tristeza sobre pecados pessoais, ou uma carga de intercessão pelas almas de outras pessoas. Um objetivo do jejum é mortificar o pecado. Sua mente está perturbada e mal-humorada, seu coração endurecido, sua graça enfraquecida, e a corrupção carnal dominando? Orgulho, ciúme, ódio, amor pelo mundo, ou qualquer outra imundícia da carne ou do espírito o estão vencendo?

Jejum então é seu dever. Alguns demônios não saem, a não ser através de jejum e muita oração. Quando este for o caso, o jejum é o remédio certo, e deve ser usado como o principal instrumento.

Na Bíblia há muitos exemplos de jejum. "Então apregoei ali um jejum... para nos humilharmos perante o nosso Deus", escreveu Esdras (8.21) a respeito de toda a nação de Israel. O jejum dos ninivitas, e o jejum que o profeta Joel ordenou, eram considerados elementos essenciais no arrependimento nacional. Os homens de Nínive jejuaram com pano de saco e cinzas, como símbolo de profunda tristeza nacional (Jonas 3.5-7).

Há momentos quando uma profunda experiência, uma profunda humilhação de arrependimento, nos faz rejeitar todo alimento e prazer natural. Na sua tristeza pelo pecado, ou pela profunda intercessão por almas perdidas, qualquer deleite fere a alma.

O JEJUM CONFERE UMA FORÇA ADICIONAL À ORAÇÃO 

Oração sozinha pode ser algo muito superficial. O jejum é uma evidência da nossa sincera intensidade e do nosso fervor. Para fazer até mesmo uma oração normal, precisamos ter fé, pois é necessário que "aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe..." (Hb 11.6). Mas para jejuar é preciso ter mais fé ainda. O jejum requer um desejo maior, uma determinação e uma fé maiores, e Deus observa isto quando vê seus filhos orando e jejuando.

Jejuar é deixar de lado todo peso e embaraço (Hb 12.1). Deixar os pesos é tirar todo empecilho à oração, e uma barriga cheia é um empecilho. Experimente orar com estômago vazio, e veja o quanto é mais fácil prevalecer em oração.

Quando começamos a orar e jejuar, significa que nos separamos seriamente à questão de orar com persistência, e que não aceitaremos ser negados. Sem dúvida alguma, o povo de Deus veria muito mais respostas à oração, se deixassem mais refeições e passassem o tempo em oração. O jejum não só reforça a oração, e constitui-se uma prova de maior intensidade, mas o jejum por si só é uma oração. Jejum torna-se oração para o cristão que está voltado para Deus.

Entre outros benefícios espirituais que resultam do jejum, um dos maiores é que jejuar ajuda a gerar fé. Nossa incredulidade é muito maior do que reconhecemos. É como um inimigo invisível e poderoso. Embora pareça difícil no princípio compreender, a própria fraqueza que se sente no jejum edifica nossa fé. Quando parece que estamos perdidos no escuro durante o jejum, e talvez o diabo venha cochichar que não está adiantando nada, esta é a hora em que sua fé está se edificando, pois Paulo diz: "Quando sou fraco, então é que sou forte" (2 Co 12.10).

Jejum é um auxílio poderoso para a oração. Se suas orações não são respondidas, acrescente jejum à oração. Você não buscou ao Senhor "com todo coração" enquanto não tiver separado um tempo prolongado de oração com jejum. Muitos cristãos oram há anos a respeito de certos problemas. Às vezes estas orações não são respondidas. Mas em muitos casos onde o jejum foi acrescentado às orações, além de profunda consagração e sondagem do coração diante de Deus, a resposta tem chegado sobrenaturalmente. Quando ligada ao jejum, a oração tem um poder muito maior. Não estamos afirmando que o jejum sozinho produzirá respostas milagrosas. Mas prepara o coração através de humilhação, de uma forma que nenhum outro meio pode fazer.

Junto com o jejum virão poder e liberdade na sua ministração da Palavra, se você é um pregador. Ao manter a carne em sujeição através do jejum, o espírito é vivificado – e o oposto também é verdadeiro. A tragédia é que tantos cristãos ainda continuem no seu estado espiritual sem poder, por não querem abrir mão das suas três refeições diárias, quando está ao seu alcance a chave da solução. Certamente, é necessário ter determinação para praticar o jejum, mas Deus não nos pediria para fazê-lo se fosse algo impossível.

EM TEMPOS DE CRISE, "SANTIFICAR UM JEJUM"

Três vezes nos primeiros dois capítulos de Joel, Deus ordena o jejum (Jl 1.14; 2.12,15). O profeta Joel afirma que quando o momento é de desespero, Deus mesmo exorta seu povo a buscar auxílio dele. "Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns..." (2.12). "Santificai (ou promulgai) um jejum" (1.14).

Isto nos ensina que é certo nestes momentos marcar um dia para que todos jejuem em conjunto. Algumas pessoas dizem que concordam em jejuar quando "o Senhor colocar o desejo no coração". Mas as outras coisas na nossa vida não funcionam assim. Não esperamos sentir o mover de Deus para comer. Não esperamos um toque do Espírito para pagar o aluguel. Que outro sentimento precisamos ter da parte de Deus, quando em tempos de crise, ele já ordenou três vezes em dois capítulos que o façamos!

"Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns..." (Joel 2.12).